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HISTORIA DE ODC

Olho d’Água das Cunhãs


Cidade da Mesorregião Centro maranhense na micro região do Médio Mearim, com uma população de 19032 habitantes, iniciou seu povoamento em 1928, até chegar ao estado atual passou por um longo processo de mudanças.

Origem e Povoamento


A família do senhor José Vicente Rodrigues e dona Maria Rodrigues era composta por seus filhos: Luis Rodrigues, Antonio Rodrigues, João Rodrigues, José Rodrigues, Manoel Rodrigues. Raimundo Rodrigues e Mercedes Rodrigues eram migrantes oriundos do estado do Piauí. Os Mesmos partiram junto com a família mourão como retirantes fugindo da seca. Eram famílias de agricultores e caçadores.
No maranhão se instalaram, seguindo para o centro do José Rodrigues, onde as famílias se dividiram.
Os membros da família Mourão seguiram rumo à Pedra do Salgado.
Dona Maria Rodrigues que tinha o apelido de Cunha, era uma grande mulher, segundo Fino Mourão, ela era branca bem alva, olho azuis e mulher de negócios.
Enquanto seu José Vicente era mais calmo e trabalhador.
No ano de 1928, as caças foram ficando escassas. Resolveram sair abrindo variante mata a fora até chegar a um Olho d’Água que na época era só mata, segundo o senhor Raimundo Tocador. Quando chegaram pelo variante, local onde hoje é o Bando do Brasil, avistaram um juçaral (açaizal), chegando perto viram muita água azul e cristalina, a caça vista era muitos porcos do mato (caititu) do qual se alimentaram por muito tempo. Em seguida, encontraram vários minadores os quais chamaram de olho d’água.
Construíram seus casebres no trecho onde hoje está localizado o Banco do Brasil, e foram buscar a família no Centro do José Rodrigues. Roçaram, e em julho de 1928, foi feita a primeira colheita de arroz, a partir daí, começaram a desenvolver outras culturas como feijão, milho, mandioca, legumes e outros.
Devido ao apelido de Maria Cunha, aí se formou o centro chamado Olho d’Água das Cunhãs.
Depois de instalado, José Vicente foi para Pedra do Salgado e convidou o senhor Marculino Mourão para vir morar em seu centro, o amigo veio junto.
Nessa época da descoberta de Olho d’Água, só tinha veredas para Pedra do Salgado.
No dia 10 de Junho de 1930, José Vicente Rodrigues e seus filhos fizeram uma casa em um dia, local onde hoje é o Supermercado Central, Coberta de palha, um verdadeiro casarão, tampado de só o quarto do casal. Quando ele terminou todo o serviço, foram tomar banho na fonte, onde, também chamavam de porão.
Lá no banho, José Vicente profetizou dizendo: “Marculino, um dia aqui vai ser cidade”.
Marculino respondeu: “O que é isso rapaz, nem nós sabemos onde estamos como é que vai ser cidade um dia?”
Ele afirmou outra vez.
E aí foi chegando mais famílias, como: Antonio saturno, Lourenço Severino, Manoel Matias, Vicente Doca; hoje somente o senhor Marculino está vivo.
No dia 15 de julho de 1933, Padre Jaime, de Bacabal, celebrou a primeira missa do centro Olho d’Água das Cunhãs, na residência do senhor João Pinheiro, onde hoje está localizada a Igreja Matriz. Nesse dia aconteceram dois casamentos: Antonio Rodrigues e Esposa e Lourenço Severino e Esposa.
Nesse período, o único meio de transporte era animal. Sendo eu para se chegar a Bacabal, cidade mais próxima, era um dia de viajem e a pés gastava-se dois dias.
Um marco importante para os habitantes do lugarejo, em 1938, foi a chegada do senhor Raimundo Tocador que muito animou o povo com sua sanfona, tocando nos famosos vesperais da redondeza, os carnavais e outras festas.
Lembra o referido senhor, das festas de Santo, comemoradas por dona Maria Cunhã que contagiava a todos os povoados. E que a mesma ensinava o ritmo da dança aos participantes.
Segundo informações, em 1948, chega ao vilarejo Jesso Mesoreita, que foi o primeiro a possuir um carro de marca Ford, era um grande comerciante e residia onde hoje é a AV. Zezico Costa.
A primeira loja de tecidos foi do senhor José Espicha, onde hoje funciona a Casa bandeirante.
A primeira Igreja Matriz, era de palha, e o vigário chamava-se He´lio.
O Senhor Antonio Tomaz de Oliveira foi o primeiro fazendeiro, trazia gado do sertão para vender no povoado, possuía tropa de animais para transporte de fumo e outras mercadorias. Chegou em Olho d’Água em 1950. Neste mesmo ano chegou também Zezico Costa.
Após o período de povoamento o vilarejo passou a cidade. E nesta condição houve diversas mudanças, divisões, intrigas e até mortes.

Emancipação de Olho d’Água das Cunhãs

Foi por intermédio do deputado, Euzébio Martins Trinta, avô do atual senador João Alberto de Sousa, que Olho d’Água passou a condição de cidade.
Em 30 de novembro de 1961, Olho d’Água das tornou-se cidade, através da Lai de nº 2158/61. Ficando o município na Mesorregião do Médio Mearim, à 300Km da Capital.
Ainda em 1961, o senhor José Idelfonso Alves, foi nomeado prefeito interno para administrar durante um ano, enquanto havia eleição municipal.
Em 1961, o senhor José Antonio de Azevedo (Zé Gago), foi eleito para administrar no período de 1962 a 1968 um período de seis anos. Sucedido pelos seguintes prefeitos:

Domingos Albino Lopes – 1968 a 1972;
José Antonio de azevedo Filho – 1972 a 1976
Miguel Gastão do Nascimento Neto – 1976 a 1982, período de 6 anos;
José Antonio de Azevedo, candidato único – 1982 a 1988, mas por motivo de doença, assumiu o vereador Antonio assunção Moura, período de 6 anos;
Dra. Ademar Alves Oliveira – 1988 a 1922, Período de 4 anos;
José Ribamar de Azevedo – 1992 a 1996;
Dr. Ademar Alves Oliveira – 1996 a 2000;
José Ribamar de Azevedo – 2000 a 2004 vindo a falecer em 4 de janeiro de 2002, passando a assumir o vice-prefeito Aluízio Olanda Lima em 11 de janeiro de 2002.

Educação

Podemos afirmar que a primeira escola surgiu na década de 30 e cujo livro de leitura era a antiga carta de ABC.
Referenciamos aqui os primeiros professores e os locais ou residências onde eram ministradas as aulas, segundo o senhor Fino Mourão.
Senhor João Pele lecionava na residência do senhor João Martins Espicha. Logo lhe sucederam dona Maria Barone e Geraldo Brito. A Primeira normalista foi dona Esmeralda.
Nos anos de 1946 a 1947, foi construída a primeira escola estadual, o Grupo Escolar Humberto de Campos. Foram professores: Raimunda Jácome Ericeira, Maria Carlos e outros.
A primeira escola municipal, construída na administração do prefeito José Antonio de Azevedo, foi a Escola Municipal Dr. José Maria Cabral Marques.
Com o crescimento, o avanço que tivemos de um modo geral, a educação não parou, Hoje temos:

Rede Estadual – 2 escolas. Sendo uma do Ensino Fundamental e, outra do Ensino Médio;
Rede Municipal: 48 Escolas. Sendo: 5 do Ensino Fundamental completo; 40 que atendem a 1ª fase de 1ª a 4ª série e 3 pré-escolar.
Foi implantada a educação de Jovens e Adultos;
Para atender as necessidades dos professores diante da Lei de Diretrizes e Bases da Educação foram implantados os cursos de Letras, Pedagogia e Ciências através da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA Programa de Capacitação de Docentes – PROCAD, em convênio com a Associação de Professores de Olho d’Água das Cunhãs.

Saúde

Passaram-se muitas décadas sem nenhuma assistência médica hospitalar. Pode-se afirmar que a população usava a medicina caseira que era repassada através de ensinamentos de membros da família e entre a população. Eram tratamentos feitos à base de raízes cascas, sementes de plantas e outros.
Por volta dos nos 40, chega à cidade o senhor Raimundo Nonato, enfermeiro prático, que fazia o trabalho de médico junto a comunidade. A sabedoria do referido era tanta que curava diversas doenças da população do município e região.
Com o crescimento populacional vieram os primeiros médicos, os doutores. Baldes e Vicente eu não fixaram residência na cidade. Na administração do prefeito Miguel Gastão foi construído o posto médico José Murad e contratado o Dr. Walber Arruda Lobo para prestar serviço ao município.
Atualmente contamos com um hospital particular conveniado com o SUS (Sistema Único de Saúde), duas clinicas odontológicas, um hospital municipal e sete postos de saúde na zona rural. As maiorias dos profissionais da saúde que prestam serviços na cidade são conterrâneos.

Agropecuária

No início do povoamento, nossa vegetação era inata equatorial, tipo amazônica.
No período do desmatamento que coincidiu com a posse da terra existia uma variedade muito grande de caça.
As culturas d algodão, arroz feijão, milho, cana-de-açúcar fizeram a história da agricultura do município nos primórdios de fixação do homem no campo. Sem esquecermos que são conseqüências do solo desmatado durante um certo período as safras serem abundantes, mas que no decorrer dos anos vai enfraquecendo e se tornando impraticável para a agricultura não mecanizada como até hoje fazemos. Isto nos trouxe e trás conseqüências muito fortes para o homem do campo que por não saber lidar com a terra desprotegida de nutrientes necessários à agricultura praticante abandonaram as terras e vão embora para as cidades ou pra outras terras que ainda sejam férteis para fazerem suas plantações. Visto que a extração da amêndoa do coco babaçu mesmo em abundância não gera renda suficiente para o sustento básico da família.
O mesmo aconteceu com a pecuária em alguns aspectos nos referimos aqui a criação extensiva de animais de pequeno porte como: Caprinos, ovinos, suínos que eram criados em grandes rebanhos pelos colonizadores, com o passar dos anos as propriedades foram situadas de capim e os animais referenciados foram substituídos pelos bovinos. Pode se afirmar que no município tem um rebanho considerável desses animais na atualidade, também vale lembrar que o rebanho de caprinos e ovinos tem aumentado nos últimos tempos.
Um marco importante no campo foi a reforma agrária que ao acontecer deu origem a diversas comunidades, tais como:

1 – Comunidade de Bacuri da Linha – 1295 hectares;
2 - Comunidade de Bacurizinho – 80 hectares;
3 – Comunidade do Tetel – 263 hectares;
4 – Comunidade do Centro do Teutônio – 300 hectares;
5 – Comunidade Bom Jesus – 60 Hectares

Perfazendo um sub-total de 1998 hectares. Atualmente o INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), está assentando agricultores em 2300 hectares. Perfazendo um total de 4298 hectares. Diante do exposto espera-se que haja um aumento da produção agrícola no município.





Mais atenção, todas as informações colocadas aqui, ainda estão e estudos e desenvolvimentos, resutando em futura mudanças.